A construção de Brasília, símbolo de um projeto nacional voltado para o futuro, surge como um dos marcos da narrativa, representada por imagens emblemáticas que registram a criação da nova capital e as transformações que ela provocou na paisagem e no imaginário brasileiro. Nesse contexto, a chegada da Fiat a Minas Gerais também se insere como um capítulo importante da história do país. Inaugurada em 1976, a fábrica de Betim representou um dos mais relevantes projetos industriais da época, contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado e para a consolidação da indústria automobilística brasileira. A exposição apresenta ao público registros desse período, revelando como o crescimento industrial dialogou com as transformações sociais e urbanas vividas pelo Brasil nas últimas décadas.
Obras de artistas como Djanira da Motta e Silva, Regina Silveira, Claudio Tozzi e Rubens Gerchman ampliam essa reflexão ao abordar temas como trabalho, cidade, multidão, deslocamento e modernização. Em diálogo com fotografias de Marcel Gautherot e Thomaz Farkas, elas revelam diferentes perspectivas sobre um país que se transformava rapidamente e buscava construir novos horizontes para o futuro.
Nesse contexto, o automóvel ultrapassa sua função original e se consolida como expressão de brasilidade: próximo das pessoas, conectado aos territórios e impulsionador de novas possibilidades.
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