Ao reunir 112 obras de diferentes períodos e movimentos, a exposição apresenta um amplo panorama da produção artística brasileira, dos anos 1930 aos atuais.
Ao longo do percurso, o público terá acesso a obras de alguns dos maiores nomes da arte nacional. As obras promovem diálogos entre diferentes tempos e visões de país. A monumental pintura Fábrica (1962), de Djanira, por exemplo, apresenta a força do trabalho e da industrialização brasileira; as composições de Tarsila do Amaral, Guignard e Volpi revelam paisagens, cidades e imaginários que marcaram a formação cultural do país; enquanto artistas como Gerchman, Tozzi, Wanda Pimentel, Cybèle Varela e Regina Silveira trazem para o centro da narrativa a modernização das cidades, os meios de comunicação, a arquitetura e as transformações da vida cotidiana.
Yuri Quevedo, curador, observa como a arte tem a capacidade de revelar aspectos da história que muitas vezes escapam aos documentos e aos registros oficiais. “Ao reunir obras produzidas em diferentes momentos da trajetória brasileira, a exposição permite compreender como artistas observaram, interpretaram e imaginaram o país. As ruas aparecem como um espaço simbólico de encontro entre essas diferentes experiências, conectando memória, cultura, trabalho, festa, afeto e transformação”.
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