CASA FIAT DE CULTURA INAUGURA “VOLTA FUNDA” E REVELA O REENCONTRO DE EDUARDO FONSECA COM BELO HORIZONTE
Exposição evidencia as transformações urbanas e as referências afetivas que marcaram o retorno do artista à capital mineira
A Casa Fiat de Cultura inaugura a exposição Volta Funda, nova mostra da Piccola Galleria, com obras inéditas do artista mineiro Eduardo Fonseca, que retorna a Belo Horizonte após 14 anos vivendo em Lisboa, Nova York, Chengdu e Paris. A exposição marca o reencontro do artista com a capital mineira e com um território que é, ao mesmo tempo, familiar e transformado, reacendendo memórias e inspirando novas narrativas visuais. O artista apresenta pinturas, esculturas e objetos que traduzem esse retorno como um mergulho profundo, uma “volta funda”, ao lugar onde sua trajetória artística se consolidou. A mostra fica em cartaz entre 2 de dezembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026 e a entrada é gratuita.
Entre referências afetivas e simbólicas, Eduardo Fonseca revisita elementos icônicos de Belo Horizonte, como o Edifício Acaiaca, o Mercado Novo, a Praça da Liberdade e a Pampulha, articulando arquitetura, ocupação urbana e a presença de animais como metáforas do comportamento social e das dinâmicas cotidianas da cidade.
O artista incorpora em suas obras temas que marcaram as transformações recentes da capital mineira, como a revalorização do espaço público e o fortalecimento de movimentos culturais desde 2010, entre eles, a Praia da Estação, o Carnaval de rua e intervenções urbanas que ressignificam a paisagem da cidade. “Voltar a Belo Horizonte depois de tantos anos fora foi como reencontrar um lugar conhecido com um olhar completamente novo. A cidade mudou, eu mudei, e essa redescoberta acabou se transformando no ponto de partida das obras que compõem Volta Funda”, reflete Eduardo.
Entre os destaques da exposição está o conjunto de pinturas inspiradas nos indígenas do Acaiaca, apresentados como guardiões simbólicos da natureza e do humano; as obras que evocam o Mercado Novo e seu universo cromático e afetivo; e o Oratório à Liberdade, peça tridimensional que dialoga com a poética mineira dos oratórios ao introduzir, com humor sutil, um cachorro que percorre diferentes cenas da cidade, questionando limites e liberdades no espaço urbano.
Na mostra, gatos, cachorros, capivaras e jacarés surgem como agentes narrativos que ampliam as leituras possíveis sobre pertencimento e comportamento coletivo. O artista explica que os animais, em suas obras, tornam-se espelhos da vida social. “As imagens que produzi são como registros dessa nova convivência com a cidade. Ao inserir animais nos cenários urbanos, falo menos da natureza e mais do comportamento humano, das pequenas tensões, afetos e histórias que atravessam a vida cotidiana”, explica.
O título Volta Funda sintetiza esse gesto de retorno e imersão: uma investigação sensível sobre tempo e identidade. As obras funcionam como registros do olhar estrangeiro-familiar de quem volta não ao mesmo lugar, mas a um novo percurso.
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Tel: +55 (31) 3289-8900
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
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