Um dos aspectos mais marcantes da obra de Renoir é a maneira como ele trabalha a luz e a cor para dar vida às figuras. Em vez de depender de linhas rígidas para definir os contornos, o artista modela o corpo com variações de tonalidade, criando volume por meio da própria cor.
No período impressionista, suas pinceladas são rápidas e visíveis, registrando as mudanças da luz ao ar livre. Renoir pintava muitas vezes fora do ateliê, buscando captar a atmosfera do momento e as nuances do ambiente ao redor.
Após viajar para a Itália, em 1881, ele passa a estruturar melhor suas figuras. As composições tornam-se mais organizadas e as formas ganham maior solidez, mas sem perder a luminosidade característica de sua pintura. A partir daí, Renoir combina liberdade e construção formal com equilíbrio.
Nos anos finais, especialmente nas séries de banhistas, a pintura se torna mais envolvente. As cores são mais suaves, os contornos menos definidos e a pele parece se integrar ao fundo. Renoir utiliza camadas de tinta para criar profundidade e textura, dando às figuras uma presença quase tátil.
Mesmo enfrentando limitações físicas causadas pela artrite reumatoide, o artista continuou produzindo intensamente. Nesse período, também passou a trabalhar com escultura, ampliando sua pesquisa sobre o corpo humano e explorando como traduzir em volume aquilo que antes construía com pinceladas.
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