Entre 1961 e 1962, Niki de Saint Phalle realizou cerca de vinte performances Tirs (Tiros) diante de um público de amigos, colegas ou convidados. Usando um rifle, a artista atirava, fazendo explodir sacos de tinta sobre a tela, liberando, nesse processo criativo e catártico, suas próprias emoções.
Os Tirs não eram apenas pinturas feitas com tiros, eram gestos de resistência que falavam alto sobre repressão, gênero, poder e expressão individual. Ao atirar nas obras, ela também “atirava” em seus próprios demônios pessoais. Vítima de violência sexual na infância, com os Tirs ela transformava a dor em criação artística.
Do ponto de vista artístico, os Tirs situam-se entre performance, arte corporal, escultura e pintura. Sua precocidade na história da performance e o gesto escandaloso de atirar revelam uma profunda sensibilidade crítica em relação à violência que caracterizava a sociedade ocidental no início dos anos 1960.
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