Museu do Jardim Botânico inaugura instalação artística “Manguezal”
A ser inaugurada neste sábado, 6, instalação propõe diálogo artístico entre a escultura “Radici di Mangrovia”, de Mariagrazia Abbaldo e Paolo Albertelli, doada pela Casa Fiat de Cultura, e quadro de Burle Marx
Rio de Janeiro, dezembro de 2025. O Museu do Jardim Botânico inaugura no próximo sábado, 6, às 10h30, a instalação “Manguezal”, que conta com a escultura Radici di Mangrovia (Raízes do Mangue), criada pelos artistas italianos Mariagrazia Abbaldo e Paolo Albertelli, inédita ao público carioca. Em diálogo com a obra, o quadro “Mangue I”, de Roberto Burle Marx, e uma videoinstalação com painel informativo configuram um espaço em que arte e ciência se unem para ampliar o conhecimento sobre esse ecossistema costeiro.
A escultura foi criada para a exposição “Natureza Transformada”, apresentada na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, de abril a junho deste ano,– e agora está sendo doada ao idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável por gerir o Museu do Jardim Botânico. Na ocasião da mostra, o Museu do Jardim Botânico se fez presente por meio da instalação “Copa, Casa, Cosmos”.
Radici di Mangrovia foi criada como um tributo à biodiversidade e à força simbólica dos manguezais. Suas formas entrelaçadas evocam as raízes do mangue — estruturas vitais para a proteção das águas, da fauna e das comunidades que delas dependem. “O Museu vem trabalhando com diferentes linguagens para sensibilizar o público a conhecer nossa biodiversidade. Por isso, celebramos nessa instalação a união entre a arte e a ciência para a divulgação de nossa flora e da importância do manguezal na proteção da vida marinha.”, afirma Daniela Alfonsi, diretora de museologia do idg, responsável pela gestão do Museu do Jardim Botânico.
Além de sua força estética, a obra carrega um sentido de permanência: o aço corten, material de alta durabilidade e resistência que a compõe, permite que a escultura acompanhe o tempo e o clima sem perder sua integridade, colaborando com sua própria narrativa e com práticas sustentáveis. Massimo Cavallo, presidente da Casa Fiat de Cultura, ressalta: “Essa iniciativa de doação, que gerou a nova exposição do Museu, reforça a importância da parceria entre instituições culturais. Ao integrar-se à arquitetura e à paisagem do Museu do Jardim Botânico, Radici di Mangrovia renova o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Itália e reafirma o compromisso com a valorização de temas essenciais para o futuro, como a preservação da vida e do meio ambiente”.
A iniciativa destaca a importância do manguezal como berçário da vida marinha, abrigo de centenas de espécies da fauna e como barreira natural contra eventos extremos causados pelas mudanças climáticas, importante elo com a pesquisa realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, comenta Marinez Siqueira, diretora da Escola Nacional de Botânica Tropical; além disso, dos mangues também provém o sustento de povos tradicionais e demais populações costeiras. O Brasil possui o maior cinturão contínuo de manguezais do planeta, cujas raízes, troncos e galhos sequestram quatro vezes mais carbono – o chamado “carbono azul” – do que a floresta tropical.
A instalação reafirma o compromisso do Museu do Jardim Botânico com a educação ambiental e com a divulgação científica, transmitindo ao público visitante a importância das plantas e da conservação da biodiversidade, por meio de seus eixos temáticos: arte, ciência, cultura e natureza.
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