Em diálogo com a trajetória da colecionadora e galerista Vilma Eid, a mostra “Em cada canto: Casa Fiat de Cultura e Instituto Tomie Ohtake visitam Coleção Vilma Eid” reúne artistas que transitam entre diferentes tempos e territórios da arte brasileira.
A exposição inclui nomes como José Antonio da Silva, artista que deu início à coleção e cuja pintura, crítica e inventiva, retrata a vida rural paulista sem idealizações. Ao seu lado, obras de Artur Pereira, que transforma o cedro em cenas esculpidas de caçadas, festas e figuras católicas. A presença de artistas como Paulo Pasta, Paulo Monteiro, José Resende e Erika Verzutti rompe com qualquer linearidade, misturando tempos e técnicas que coabitam com naturalidade.
O acervo também explora a geometria em múltiplas abordagens: da abstração rigorosa de Judith Lauand à expressividade geométrica de Geraldo de Barros, passando pela força cromática de Jandyra Waters e pela fluidez construtiva de Clovis Aparecido dos Santos.
A figura do totem como um símbolo sagrado de ancestralidade aparece em artistas como Conceição dos Bugres, Rubem Valentim, Agnaldo Manuel dos Santos e Tunga, que articulam memória, religiosidade afro-brasileira e espiritualidade popular. Já Júlio Martins da Silva, Eleonore Koch e Mario Rubinski propõem paisagens sintéticas que mesclam geometria e afeto. O lúdico, o imaginário e o movimento são explorados por artistas como Chico da Silva, Nhô Caboclo e Cardosinho.
A tradição ceramista do Vale do Jequitinhonha se revela nas figuras de Izabel Mendes da Cunha, Noemisa Batista dos Santos e Ulisses Pereira Chaves, cujas obras mantêm vivo o fazer ancestral. Artistas como Antônio Poteiro e Madalena Santos Reinbolt articulam o sagrado e o cotidiano em cores intensas, tapeçarias e esculturas que encantam pelo detalhe e pela presença da memória.
O sertão de Mestre Vitalino, a delicadeza onírica de Neves Torres, a crítica social de Ranchinho e o olhar urbano de Maria Auxiliadora e Zica Bérgami expandem as narrativas da exposição, que ainda inclui obras que abordam o universo do circo, com nomes como Sonia Delaunay, Alexander Calder e Lia Chaia.
O tempo, enquanto conceito e matéria, é tensionado por artistas como G.T.O., Jadir Egídio, Itamar Julião e Aurelino dos Santos, em obras que oscilam entre o mitológico, o afetivo e o urbano. E as obras de Zé do Chalé, Agostinho Batista, Mira Schendel e Marepe celebram o cotidiano como uma experiência plástica de pertencimento e transformação.
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